trajédia (porque tragédia pouca é bobajem)
  


PAY PER VIEW

(André Luís Gabriel)

se de graça
nem o veneno
quem dirá a cachaça



Escrito por a. gabriel às 15h56
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POETRIX by André Luís Gabriel

uma noite e tudo pode mudar
me acostumei a dormir de pijama
eu, que nem queria sonhar



Escrito por a. gabriel às 21h02
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POETRIX by André Luís Gabriel

fria tarde vazia
me conforta
uns trapos de poesia



Escrito por a. gabriel às 20h06
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DIA DAS MÃES

Segue uma homengem bem humorada às mamães, espero que gostem ou ao menos me perdoem. O texto é meu, escrito à partir da  tirinha do  genial Fernando Gonsales. Beijos à minha mãe que nem lê este blog.

SER MÃE É ...

há situações que fazem
com que a gente não assuma
o padecer que é ser mãe
que infelizmente, só tem uma





Escrito por a. gabriel às 11h50
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HAICAI by André Luís Gabriel

Só para contrariar o que disse no post anterior, segue um haicai inédito.


manhã de finados
orvalhadas nos túmulos
as flores atrasadas



Escrito por a. gabriel às 12h43
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Amigos, caros e raros leitores, já devem ter percebido que tenho postado poucas coisas inéditas. O danado do tempo me consome e às minhas vontades também. Por isso, perdoem e vão relembrando alguns escritos. Prometo inéditos à parti de julho. A não ser que queiram textos mais longos, contos, que não costumo publicar aqui. Abraços e beijos a todos e todas.


O ESCRITOR

(André Luís Gabriel)

I.
O escritor é uma ilha perdida no oceano. É preciso muitos naufrágios ou acidentes para que alguma alma viva inesperada apareça, sobreviva e seja resgatada, para que enfim, essa ilha, entre no mapa.

II.
a mim, escrever
é manusear
o que não saberia dizer.

 



Escrito por a. gabriel às 12h45
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   HAICAI by André Luís Gabriel

o pássaro bica
a fruta madura caída
quase perdida



Escrito por a. gabriel às 13h43
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AMARELO


(André Luís Gabriel)

na manhã chuvosa
a criança no quarto de casa
desenha um sol no caderno



Escrito por a. gabriel às 11h35
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                                    imagem: Eliana Arndt


HAICAI
by Alex Sens e André Luís Gabriel


estrelas no céu do interior
o tempo
é só mais um ponto de vista



Escrito por a. gabriel às 11h39
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HAICAIS
by André Luís Gabriel

de sapos, chuvas, uvas e silêncios

I.
chuva no lago
expande os domínios
do sapo

II.
o sapo olha
o reflexo das águas,
silêncio vivo

III.
forte chuva,
por hora a raposa
desiste da uva



Escrito por a. gabriel às 12h32
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HAICAIS
by André Luís Gabriel

I.
as mariposas
orbitam a lâmpada
num vôo aceso.

                       II.
                            pingo de chuva
                            no olho do sapo:
                            mergulho no lago.

III.
quase o casulo
enclausura
a borboleta.



Escrito por a. gabriel às 15h15
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CONTRAPONTO

(André Luís Gabriel)

I.
de bem com a vida
deseja bom dia
às margaridas.

II.
da vida
sentindo-se avulso
passou a gilete no pulso.



Escrito por a. gabriel às 13h16
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O NÁUFRAGO


(André Luís Gabriel)

Muitas vezes, para se colher a rosa
é preciso ir a um jardim muito distante
sem saber aproveitar a beleza das pedras no caminho
sem sorver a chuva que alegra a flor
sem se aquecer ao sol que doura a terra
sem saber colhê-la sem perceber o espinho.
Grande parte das vezes
só nos recordamos que o mar é salgado e profundo
sem a capacidade de criarmos navios que o transponha
sem compreender que se existe o náufrago
é porque a esperança só nos deixa depois da vida.
O que dizer daqueles que encaminham
suas rosas como oferendas aos deuses do mar?
O mar é um interminável caminho
onde a pedra e o sol são castigos
e a chuva é fonte de doçura, não para a rosa dos deuses.
Ao náufrago não interessa o medo do desconhecido
pois a vida pode morar na perdida e isolada ilha.
Por isso, náufrago, ao colher a rosa,
é preciso usar todos os sentidos
saber olhar para trás,
quem sabe depois de ter atravessado oceanos
tempestades, a pele queimada pelo sal e pelo sol
implorando por uma pedra a te calçar os pés
sorvendo cada gota caída do céu
para enfim, na terra desconhecida,
longe dos olhos dos humanos
colher a rosa solitária, regá-la de beijos
compreender seus espinhos
e oferecê-la, não ao deus do amor
mas a si mesmo como alimento ao Deus que dá a vida.



Escrito por a. gabriel às 12h29
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Perspectivas


(André Luís Gabriel)

I - Um poeta, sobre o pássaro engaiolado

Ainda que na gaiola, aprisionado
o gorjeio do pássaro encanta
e mesmo sem nem saber do ditado
seu canto, nossos males espanta.


II- Funcionário mal humorado de loja Pet Shop

Passarinho preso
e ainda assim faz seresta
ôh serzinho leso
êita bichinho besta!


III - O próprio

Aos que ouvem meu canto
desconhecem o timbre de pranto
pois meu mundo é uma cela rasa
pouco mais que um abrir de asas.

Sonhar o inevitável voar, proteger-me sob celeste manto
ao partir desse mundo planarei à minha verdadeira casa.



Escrito por a. gabriel às 12h37
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POETRIX by André Luís Gabriel

acordou mais cedo
pulou da cama
e sonhou sem medo



Escrito por a. gabriel às 14h06
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BRASIL, Sudeste, CAIEIRAS, Homem, de 36 a 45 anos, Música, Arte e cultura> andreluisgabriel@bol.com.br


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